O livro de William Johnston chamado Cristianismo Zen, editado pela Editora Cultrix, foi quem me ajudou a fazer a transição de uma cultura católica para uma visão mais mística da vida. A sabedoria contida nele me permitiu perceber a vida de uma forma diferente.
Segue alguns pontos importantes que pude tirar de seus textos e entender um pouco o Zen:
- · Controle da postura;
- · Controle da respiração;
- · A oração com a ausência de imagem;
- · A renúncia, quando em meditação, dos maus como dos bons pensamentos, como uma forma de educar a mente;
- · Importância de um retiro (Sesshin) para a prática do silêncio;
- · Existência de um líder chamado Roshi Zen de tal forma importante quanto um pastor ou padre católico;
- · Há sempre explanações de orientação espiritual denominada dokusan no Zen, privadas;
- · Há sempre explanações públicas (Teishos); O Zen é um caminho que está presente em todas as religiões;
- · Domínio da arte do diálogo, pois vivemos de relacionamentos;
- · Percepção que Deus desaparece quando estamos unos com ele, pois não existe mais dualismo.
São tantos os conteúdos que podemos destacar do livro, inclusive as analogias que o autor faz em relação aos temas bíblicos. Mas por fim, termino com o Koan como sendo uma paradoxal interrogação que obtemos resposta através da meditação.
Fernando Monteiro, 26 de setembro de 2010.
Achei de todos os itens o mais significativo o desparecimento de Deus quando estamos unos com Ele. Isso é maravilhoso. A discussão estéril sobre a realidade ou fantasia da existência de Deus desaparece pela vivência dessa união. Muito bom. É isso.
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