LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SENTENCIANDO


Certamente o silêncio é um grande instrumento para reflexão, de modo que antes de argumentarmos algo, temos tempo de nos refazer caso verificarmos que por impulso estávamos prestes a falar sobre alguma situação que não representava a realidade e consequentemente iria machucar alguém.

Cada indivíduo tem um nível cultural e social pelo qual boa parte de suas ações são baseadas dentro do conhecimento que deles aprenderam. Avaliando o comportamento de um individuo e nos colocamos como referencial iremos identificar algumas discrepâncias em relação ao que nós somos. Isso mesmo, eu e você que está lendo, em relação a uma terceira pessoa. Temos diferenças, não podemos achar que a forma que identificamos um ser humano é realmente o que ele representa. A grande chave disso é como estimulamo-lo, se positivamente ou negativamente. Devemos ter cuidado no julgamento, principalmente quando este é explícito, direto e franco.

Segue uma citação de Annie Besant (1847-1933) em seu Livro “Do recinto externo ao santuário interno”, publicado pela Editora Pensamento:

“O próximo estágio será o de analisar o próprio caráter, porque está trabalhando com conhecimento e não às cegas. Talvez, se for sensato, assimile algumas das coisas que os grandes homens colocaram diante de você como descrição do caráter que o levará à porta do Templo.”

Logo, quando recebemos algum tipo de conhecimento religioso ou místico, devemos educar os nossos pensamentos, mudando nossos hábitos, de forma a sermos mais serenos. O julgamento é algo que devemos evitar, fazendo-o apenas quando necessário.

Uma citação de C. W. Leadbeater (1854-1934) em seu Livro “Compêndio de Teosofia”, também publicado pela Editora Pensamento:

“O pensamento, quando é pessoal, atua inteiramente do mesmo modo em relação à pessoa que o engendrou e se descarrega sobre ela quando a ocasião se apresenta. Quando o pensamento é mau, considera-o a pessoa que o gerou como obra de um demônio tentador. Em geral, pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias, a repetição deste pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira e o fortifica. De sorte que uma continuada meditação sobre o mesmo assunto engendra, por vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. Quando é má, pode tornar-se maléfico e durar muitos anos. Possui a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva.”

Por isso o fato de estarmos julgando as pessoas constantemente pode ocasionar uma couraça psicológica e esta, baseada em sua forma de pensar pode nos machucar, não permitindo enxergarmos a vida com mais simplicidade e cordialidade.

Durante uma relação interpessoal, há situações que nos permite conversar com uma pessoa e dá-lhe conselhos, fazer críticas construtivas, entretanto, é necessário estarmos preparado para isso. O que nos leva a ajudar uma pessoa? É o entendimento que possamos agregar algo para ela, mesmo quando somos solicitados a fazer isso. Quando não compreendemos dos assuntos envolvidos nas questões pessoais desse individuo, não estamos capacitados para fazermos julgamentos a respeito das ocorrências na vida dele. Portanto, nesse momento, ter humildade e servir dentro do que realmente somos, muitas vezes, em simples oração em seu favor, mas de forma contundente, ou seja, sincera, trará mais benefícios do que falarmos uma porção de palavras sem um sentido para o contexto daquele indivíduo.

“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”Novo Testamento – Timóteo – Capítulo 2 – Versículo 1.




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