LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



domingo, 11 de dezembro de 2011

FENDA TECTÔNICA ENGOLE VULCÃO


A Folha de São Paulo traz uma reportagem sobre uma fenda tectônica que engole um vulcão no pacífico. As imagens foram feitas por pesquisadores de Oxford e Durham.


Segue o link:

A reportagem é da BBC abaixo segue o link com vídeo:



Interessante é se esse estudo podesse servir de pesquisa para o continente perdido - Atlântida, supostamente afundado.




terça-feira, 15 de novembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA SUSTENTABILIDADE


Nenhum texto sobre sustentabilidade é completo, pois a cada dia, novas idéias vão surgindo. O importante é que façamos a nossa parte, por menor que seja nosso ato.

Com a população do planeta crescendo a cada dia, para terem uma idéia, dia 31.10.2011, chegamos a 7 bilhões de habitantes. É necessário termos consciência do trabalho que deve ser feito em relação à sustentabilidade. Existe a necessidade de novas alternativas menos poluentes para ajudar o clima do planeta, inclusive, esse direta ou indiretamente afeta a produção de alimentos. Portanto, esse tema não é simples, devemos incentivar nas organizações que participamos e nas escolas o debate sobre ele. Devemos ter responsabilidade sobre as novas gerações de humanos que estão por chegar, entregando a eles um planeta melhor do que recebemos.

Vejamos, se cada um pensar de que forma pode ajudar a melhorar a qualidade de vida no planeta, teremos uma “corrente” contínua de ação. Divulgando-a entre os amigos a tendência é aumentar ainda mais. Isso serve no ambiente familiar e profissional.

Não ache que seu ato é pequeno e sem importância, pode acreditar... Apenas conversar com um amigo uma simples ação que você faz, já está propagando-a.

Pesquise na internet, visite site sobre o assunto, de alguma maneira se inteire sobre o assunto. Desejo que todos possam compartilhar desse sentimento para melhoria do nosso planeta.

domingo, 16 de outubro de 2011

UM MINUTO DE SILÊNCIO PELO REFLORESTAMENTO DA AMAZÔNIA

Vamos fazer um minuto de silêncio pelo reflorestamento da floresta Amazônica. Há muitas informações sobre a diminuição das queimadas, mas na verdade a área de pasto e soja vem aumentando. Pouco se fala sobre o reflorestamento da Amazônia. Não podemos aceitar a "morte" progressiva da floresta.

Evento publicado através do Facebook. Acontecerá as 12:00 horas do dia 02.11.2011. Aonde você estiver faça um minuto de silêncio.

SUSTENTABILIDADE


Muito se ver a respeito do tema sustentabilidade, principalmente a nível acadêmico, mas você realmente já parou para pensar a respeito da sustentabilidade?

Sugiro uma reflexão sobre o assunto, como conciliarmos as atividades sociais e empresariais de modo sustentável?

Procure alguma literatura a respeito, pesquise na internet, há muita informação a respeito e um simples ato seu poderá unir força para uma sociedade mais JUSTA E PERFEITA.

sábado, 15 de outubro de 2011

4 MUNDOS CABALÍSTICOS

Para aqueles que estão iniciando os estudos a respeito da Cabala, segue uma  mera ilustração a respeito dos 4 mundos cabalísticos.


  • Mundo da emanação;
  • Mundo da criação;
  • Mundo da formação;
  • Mundo da manifestação.

Cada mundo tem suas esferas que chamamos de séfira. O estudo da árvore da vida, composta por 10 sérifas e mais uma oculta, nos permite aprimorar nossos conhecimentos a respeito da nossa vida espiritual e material.

A cabala é estudada e praticada largamente pelos Judeus a séculos, os mesmos afirmam que ela foi repassada por Deus a Moisés,  porém, também há indícios que sua origem remota a Suméria. De qualquer forma sua importância é muito grande. 

Posteriormente iremos apresentar mais detalhes sobre a cabala e sua estrutura.
 

DICA DE LEITURA

O Egito Invisível e o poder dos símbolos - Fernando Schwarz - Editora Pensamento:

Segue o último trecho do livro:

"Isso demonstra que a verdadeira magia, segundo os egípcios, é a que foi imortalizada pelos gregos no frontão do templo de Delfos: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses". Para os egípcios, no fundo de cada coração se escondem os Mistérios da sabedoria do Cosmos. Pondo a consciência no coração, seguindo a leveza da pluma da Maat a partir de nosso mundo interior, conseguimos nos comunicar com as leis que regem o universo."

Trata-se de uma leitura leve e aconchegante a respeito da história do Egito antigo. Vale a pena conferir.

sábado, 8 de outubro de 2011

PRÊMIO NOBEL DE QUÍMICA

O Jornal FOLHA de SP traz uma reportagem sobre a relação dos quasicristais e a arte islâmica, baseado nos estudos do prêmio Nobel de química, vale a pena conferir, abaixo segue o link:

QUASICRISTAIS


FEIRA MÍSTICA

O Jornal FOLHA de SP traz uma reportagem sobre a Mystic Fair Brazil, segue o link abaixo:

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A DIFERENÇA ENTRE COSMOLOGIA E COSMOGONIA



A cosmogonia fala a respeito da origem ou formação do universo em que vivemos, ou seja, da sua constituição, ordem e estrutura. Seja no campo científico, religioso e mitológico. No campo religioso temos várias interpretações desde a gênese bíblica e judaica até o conjunto de fábulas e história do hinduísmo. Por vezes se confunde com a teogonia.

Por outro lado temos a cosmologia, como ramo da astronomia, já com um cunho especificamente científico, estuda também a origem, estrutura e evolução do universo. A partir desses estudos científicos se dão muitos modelos, tais como a teoria do Big Bang. É importante acrescentar que esses estudos estão cada vez mais complexos na medida do desenvolvimento tecnológico.




domingo, 11 de setembro de 2011

AGROGLIFO E O SIMBOLISMO ROSACRUZ




Estou tomando a liberdade de mostra-lhes figuras com semelhança para reflexão:

  
A primeira imagem trata-se de um agroglifo cujo aparecimento ocorreu em Wiltshire na Inglaterra em julho de 2007. 







A segunda e terceira são símbolos Rosacruz do século 16 e 17, extraído do livro sobre símbolos RC do século 16 e 17 no site da GL de língua Inglesa.

Símbolos utilizados por muitos alquimistas da antiguidade, os quais em sua maioria eram assíduos pesquisadores dos mistérios da vida e da morte, bem como da transmutação alquímica.



Somos nós, estudantes rosacruzes, portadores das chaves e dos mistérios para contato com outros seres do universo? Se assim for, tão grande é a nossa responsabilidade de estudar, aprofundar e esclarecer esse tema para tirar a humanidade da ignorância universal, isso sem egoísmo de guardar temas polêmicos para uns e simples para outros, assim reflito.












Esse agroglifo acima apareceu em Hampshire em julho de 2002.

Qualquer que seja o significado é importante analisarmos com muito cuidado para não termos interpretações errôneas. Foi publicada na Revista Rosacruz nº 233 de lingua francesa um artigo do Frater Bernard Baudras cujo tema é Ces Mystérieux Crop Circles (Aqueles misteriosos círculos da colheita). Em sua narrativa descreve sobre a complexidade e perfeição dos desenhos geométricos devidamente calculados.

É importante acrescentar que muitos agroglifos estão em consonância com a geometria sagrada. Então é uma nova fase de interpretação do simbolismo, o qual não devemos negligenciar.

UMA RELAÇÃO ENTRE OS SUMÉRIOS E AGROGLIFO

A história nos fornece um contexto de que os Sumérios sempre foram um povo avançado para sua época. Um grande pesquisador dos Sumérios foi  Zecharia Sitchin, ele fala claramente, com base em suas pesquisas, que fomos colonizados por extraterrestres. Escreveu diversos livros a respeito do assunto.

Agora a ciência analisando os misteriosos Agroglifos (Círculos nas colheitas) que aparacem em diversas partes do planetas da noite para o dia, descobriram uma correlação entre um desses agroglifos e o Deus Sumério, já descrito anteriormente por Zecharia Sitchin. 

A revista brasileira UFO traz uma reportagem a respeito. Abaixo segue o link:


Desejo a todos uma boa leitura e uma imparcial reflexão sobre os valores históricos ainda a serem desvendados e democraticamente colocado a disposição da humanidade.

domingo, 31 de julho de 2011

ESTAVA EU PENSADO SOBRE A MORTE


O que pode representar a morte? Se eu fecho os olhos, logo imagino... Será que vai ficar tudo escuro quando eu morrer? Será que irei brilhar como brilham as estrelas no universo?

Quando eu morrer... O que será que vai acontecer? Eu que sempre escutei que vamos ficar ao lado de Deus ou, se pecador, vamos ao inferno. Mas o que é que vai se a Igreja me diz que não existe vida após a morte? Ah! Já sei! Minha alma, mas se há alma, então, há vida após a morte!

Continuo a refletir sobre a morte... Irei rever meus entes queridos que já partiram antes de mim! Mas, se alguns deles foram pecadores, como sei se os encontrarei? Será que eles estão próximos ou foram atrás dos seus próprios entes queridos? Se isso ocorreu, eu me sentirei só. Tudo bem! Alguém vai me dizer lá você irá ser recebido pelos anjos, por outros seres nobres, logo desconfio que esteja em boas mãos, isso me conforta.

Mas, um amigo me disse uma vez, a morte é um sono profundo, depois disso fiquei pensando, então poderei sonhar com um mundo melhor. Mas, quando estiver do outro lado poderei voltar? Xiiiii!!!!! Isso tá dando uma confusão na minha mente! Mas, claro, se estarei do outro lado poderei “voar” e visitar meus familiares, meus amigos, meus lugares favoritos, compartilhar das alegrias e tristezas de todos. Outra coisa me faz refletir... Eu realmente sentirei emoção do lado de lá?

Estava pensando sobre o que li a respeito daquelas pessoas que sofreram acidentes e quase morreram, tiveram a experiência de sair do corpo e quando voltaram sentiram uma sensação de paz profunda. Estão dando outro valor a vida, dizem que agora percebem melhor alguns valores.

Mas antes de morrer, claro, não marquei data ainda, vou dando valor as coisas simples, sem mais apegos, porque quando partir, não vou levar minha casa, meu carro, meu livro. Por sinal, meus livros, já vou dizendo para minha família com quem deve ficar.

Como diz aquela música: “Quando eu morrer, não quero nem choro nem vela, quero uma fita amarela, escrita com o nome dela”.

Mas voltando a morte! Pensei, vou começar a refletir sem medo dela. Bom se me foi dado um corpo, vai um dia me ser tirado, se me foi dado uma consciência, não me será tirada, pois, se isso ocorrer não chegarei ao reino dos céus.

Bom sonhos a todos!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

MORTE EM VIDA

A morte metafórica ou simbólica nada mais é que uma mudança de conduta, para tal, é necessário lapidar seu ser e descobrir seu eu interior. Isso permitirá o domínio da vida.

A observação, o silêncio e a humildade proporcionarão uma visão panorâmica do nosso meio, despertando o trabalho sincero e focado. Através de nossas ações construtivas seremos úteis para sociedade em que vivemos. As ações podem ser no mundo físico ou de nível espiritual, já é automaticamente criada uma freqüência vibratória para tal fim.

Olhando para o passado, antes de uma iniciação, veremos que o novo homem provém da morte de alguns apegos emocionais. Apegos, esses, podendo criar uma couraça difícil de transmutar, mas com muito esforço e persistência trarão resultados surpreendentes.

Comece, pois, a morrer para o velho e nascer para descobrir o novo...



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segunda-feira, 13 de junho de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

TRON - O LEGADO


Amigos,

Para os estudantes modernos da Cabala, indico um filme da Disney chamado TRON O LEGADO. Trata-se de um desenvolvedor de programas de computação na área de game que cria seu próprio universo. Expressa a dualidade humana, fala da criação e figura o DNA, homens que se transformam em naves espaciais, tem uma escada que lembra a escada de Jacó e no final o grande portal. Muito interessante.

Espero que gostem!



SABEDORIA FRAGMENTADA


Ao longo das eras os homens buscam sua verdade interior, muitas vezes, induzidos pela religião a qual pertenciam, acabavam achando algumas meras palavras de cunho religioso era o final dessa verdade, seguindo caminhos que, por muito tempo, não o despertavam para o verdadeiro horizonte.

No chamado “início das eras” alguns “povos” foram legados a transmitir conhecimento repassado por seres mais avançados que a humanidade no estágio atual. Obviamente durante o repasse, de geração em geração, essa sabedoria foi aos poucos se perdendo, permitindo que alguns poucos seres humanos possam perpetuar esse legado no momento atual. Mas, há além deles, vários iniciados que estudam com afinco o tema.

A física moderna vem aos poucos e indiretamente resgatando parte desse conhecimento, talvez, por muitos cientistas não ter percebidos, no passado, nas palavras daqueles que instruíam os iniciados e tão pouco tinham os instrumentos necessários para pesquisa, como ainda hoje não tem totalmente ferramentas. A não percepção dos cientistas se dava também porque alguns dos seres escolhidos não tinham a linguagem técnica acessível ao mundo científico, mas já era do conhecimento humano ao longo das eras.

Deixo uma reflexão, que verdade interior é essa?

quarta-feira, 16 de março de 2011

MEGA TERREMOTO NO JAPÃO

Os pesquisados estão estudando os impactos do terremoto ocorrido no Japão no último dia 11 de março de 2011, cuja magnitude foi de 9 graus na escala Richter, medindo as tensões nas três placas sobre as quais o Japão está situado. 

O estudo visa procurar padrões, no entanto, há uma expectativa do encontro das três placas tectônicas, a saber, Eurasiática, Pacífico e Filipina, possam causar um mega terremoto na bacia de Tóquio. "Isso vai ser muito debatido na comunidade científica", disse Jochen Woessner, um sismólogo com o Serviço Sismológico Suíço, em entrevista a Revista Cosmos.




















Ilustração fonte: Jornal O POVO (www.opovo.com.br)

A região nordeste do Japão é a mais propicia para atividades sísmicas mais violentas, um dos motivos é maior atividade vulcânica na região. A grande preocupação é que se estima que cerca de 30 milhões de pessoas seriam afetadas por um mega terremoto na região de Tóquio. Isso sem precisar os impactos nucleares provenientes dos abalos e possíveis tsunamis.

O importante nesse momento é juntamos força para ajudar de alguma maneira o povo japonês, por isso, tenho solicitado aos amigos que em suas orações solicitem bençãos para aquele povo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

UM DEUS EMOCIONAL?


Por que algumas religiões têm uma visão Antropomórfica de Deus? Mas o que significa Antropomorfismo? Sua formação vem de  Anthropos (homem) e Morphe (Forma), palavras de origem gregas. É uma forma de atribuir e interpretar formas humanas em Deus. Vale acrescentar que esse comportamento também é atribuído aos animais. Podemos ver isso na mitologia Grega e Egípcia, por exemplo.

Por que o temor a Deus? Quais seriam as principais características humanas encontradas no Deus Antropomórfico? Mas por que tem essas características? São questões que revelam o quanto o homem ainda não se descobriu.

Existem alguns ditos históricos tais como:
  • ·         O que está em cima é como o que está em baixo;
  • ·         O homem foi feito a semelhança de Deus;
  • ·         O homem é parte integrante da unicidade divina.

Olhando sobre esses três aspectos, é correto dizer que temos um Deus emocional? Que julga os homens conforme os seus sentimentos divinos! Foi a condição dos sábios da antiguidade para que os humanos tivessem condição de entender a existência de Deus?

Por vezes fico a pensar que alguns livros sagrados não foram devidamente interpretados e, ao longo da história religiosa, indevidamente alterados. Isso impactando representativamente na condução moral da essência religiosa.  

Observando o que compreendo sobre Deus, o vejo como o indefinível devido a sua amplitude universal, se bem que, no mais simples pensamento compreende como uma sutil energia universal que interagem o tempo todo conosco. Mas poderia ser ele emocional? Tomar atitudes meramente humanas?

Devemos ter temor ou respeito? Devemos nos guiar pelo medo do castigo ou pelo ato de amar ao próximo ou a vida?

Deixo essa reflexão:

Devemos levar o Deus de nossa compreensão em nosso coração com a mais profunda liberdade, porém, sem aspectos negativos, pois a dualidade do bem e do mal são aspectos meramente humanos, então implícitos nos campos vibracionais que nós, humanos, nos condicionamos, já que na plenitude divida não existe imperfeição. Isso porque o universo é infinitamente evolutivo a cada momento. Mas como entender Deus nessa condição se muitos de nós fomos criados dentro do conceito religioso antropomórfico?


sábado, 5 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA PARA A VIDA COTIDIANA


A indagação mais corriqueira a alguém que se diga estudante de filosofia ou mesmo Filósofo é uma pergunta que já traz em si um caráter filosófico: para que serve a filosofia? Este enfoque é chamado em Filosofia de enfoque Utilitarista. O Utilitarismo é “uma doutrina ética que prescreve a ação (ou inação) de forma a otimizar o bem-estar do conjunto dos seres sencientes[1]. O utilitarismo é então uma forma de consequencialismo, ou seja, ele avalia uma ação (ou regra) unicamente em função de suas consequências.Filosoficamente, pode-se resumir a doutrina utilitarista pela frase: "Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar (Princípio do bem-estar máximo)”.

Seus organizadores foram “Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873) que sistematizaram o princípio da utilidade e conseguiram aplicá-lo a questões concretas – sistema político, legislação, justiça, política econômica, liberdade sexual, emancipação feminina”.

Muito importante na história do Direito, o Utilitarismo tem uma qualidade que é ao mesmo tempo seu maior defeito: o racionalismo. Ele implica que cada gesto seja devidamente calculado e é exatamente aí que ele falha, já que, já que é uma linha de pensamento consequencialista, que considera fundamentais todas, e eu repito, todas as consequências de um ato , falha na medida que é impossível ter certeza de todas as interações possíveis de determinado gesto, ou seja, queiramos ou não, sempre teremos que pagar um tributo à incerteza e a imprevisibilidade.

                                                                Jeremy Bentham

Talvez por isso muitos o critiquem, só que como todas as linhas de pensamento geradas a partir do exercício da filosofia por seus diversos autores, o utilitarismo deixou sua cicatriz na vida da sociedade e assim perguntas como “ para que serve a filosofia” são feitas , na concepção ingênua de que seja espontânea e que não tenha já em si, um viés filosófico.

                                                             John Stuart Mill

Este é o primeiro aspecto da interveção do pensamento filosófico na vida social: por decantação, milênio após milênio, em tempos menos cultos e depois com o avanço da velocidade da informação e do conhecimento, século após século, depois década após década, filósofos elucidam interpretações originais da realidade, primeiro discutindo-as com seus pares e, lentamente, deixam que elas se derramem sobre as mentes de todos os seres humanos em todas as partes do planeta.

Todos nós julgamos, e achamos que julgamos, qyue estabelecemos juízos sobre as coisas que nos acontecem de forma espontânea, dada, como dizemos em filosofia. Só que não é assim. Um pensador treinado nas muitas escolas de pensamento saberá reconhecer no discurso ou nos atos de alguém ou de alguma instituição os traços de uma determinada linha de pensamento, uma perspectiva que provavelmente nada terá de original e sobre a qual, no exercício filosófico, já foi dissecada em seus mínimos e limitados detalhes.

É o caso do Utilitarismo. Toda forma de pensar, que em filosofia chamamos genericamente de Escola de Pensamento, após ser constituída e divulgada, sofre um processo de análise intelectual chamado em Filosofia de Crítica Filosófica. A palavra crisis em grego quer dizer separação. Criticar, embora entre os leigos no assunto signifique “falar mal de alguém ou de alguma coisa”, em filosofia significa separar em partes para estudar melhor, dividir para entender. Ao criticar uma escola filosófica, os pensadores extraem-lhe seus acertos e seus erros, seus avanços e suas limitações, porque na verdade, toda escola de pensamento está submetida a Dualidade da existência e do pensamento, tendo sempre uma face interessante e outra não tanto. Ao criticar o Utilitarismo reconhece-se a beleza de uma norma como “Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar (Princípio do bem-estar máximo)”, associando-a as coisas úteis, racionalmente importantes e de consequências bastante previsíveis, pelo menos em parte; mas surge imediatamente a questão: existirão coisas inúteis que possam causar também grande bem estar, que em princípio não sirvam para absolutamente nada e que, mesmo assim, causem grande bem estar a um grande grupo de pessoas? Sim. E a mais importante delas é a Arte.

Quando um artista pinta um quadro ou um escultor faz uma estátua, em nenhum momento visam o bem da sociedade, em princípio. Claro que gostarão imensamente de ter sua genialidade artística reconhecida mas é consenso que o trabalho artístico profundo é solitário. Antenas da sociedade, artistas captam, antes de todos, como os místicos, imagens e idéias que estão, digamos assim, pairando sobre todas as cabeças sem receber uma forma adequada, uma expressão compreensível. Por que é isto que o artista faz: ele expressa o que antes não tinha sido expresso daquele modo, e partilha com muitos uma percepção a qual, sem aquela expressão artística, na ausência de uma sensibilidade especial que é dada a poucos, não seria percebida ou sequer suposta.

Mais do que qualquer atividade humana, é na Arte que o Utilitarismo demonstra sua maior fragilidade.

Em Arte o princípio da incerteza, da imprevisibilidade e da incapacidade de prever as consequências atingem o clímax. O efeito de uma peça de arte, de qualquer natureza, é imprevisível na linha de tempo. Muitos textos só foram reconhecidos dezenas de anos após a morte dos autores, alguns até séculos depois de seu desaparecimento.

A Beleza não só é aparentemente inútil como também imprevisível, já que se trata de uma percepção estética altamente subjetiva, determinada pelas pessoas que a contemplam e que com ela se relacionam. Só que não é assim. Existe sim uma utilidade na beleza, que é gerar bem estar. Exatamente aquilo que o Utilitarismo busca. Só que é um bem estar não racional, não previsível quanto as suas consequências, sem amarras consequenciais, como uma rede, cujo abalo em qualquer de seus pontos gera vibrações em toda a sua extensão, em todas as direções.




Utilitarismo, como proposto, é uma linha reta encadeada. Arte é multidirecional. Um ponto focal e uma irradiação em todas as direções como uma explosão.

Na verdade a vida comum, cotidiana, encampa estas duas manifestações do real, linhas que se conectam a outras linhas, montando a estrutura de nossa rede imaginária de conexões, esta sim a expressão mais correta da sociedade humana.

E é aí que a pergunta se responde: para que serve a filosofia nos dias de hoje? Ela está em busca da Verdade, como no passado, ou tenta responder as três perguntas mais famosas da Mídia, “De onde viemos, quem somos e Aonde Vamos”?

Nem uma coisa nem outra.

O papel de busca da verdade foi transferido à Ciência, que é quem, hoje em dia, apoiada por uma outra linha de pensamento filosófica, o Positivismo, empreende a busca por uma Epistéme, ou Conhecimento de Certeza, ou para usar um termo Positivista, um conhecimento verificado e comprovado.

Já a busca pelas três consideradas mais importantes questões acima elencadas está também no âmbito de disciplinas científicas: De onde viemos, é o tema da Arqueologia, Antropologia e Cosmologia; quem somos, está a cargo da Psicologia, Biologia e Bioquímica; e finalmente para onde vamos faz parte das questões da Física Pura, da Astrofísica, e da Exobiologia, a área dedicada ao estudo de vida extraterrestre. Sim porque existe vida fora de nosso planeta, não os homenzinhos verdes das ficções mas bactérias, fungos e vírus que podem ter chegado até aqui de carona em algum meteoro.

O que sobrou para a Filosofia? Muita coisa.

Talvez a mais importante seja a capacidade de Criticar ( Analisar) qualquer coisa que o homem faça. E do ponto de vista da Ciência aplicada e da Indústria, visão que aliás é altamente utilitarista, a Filosofia pode ajudar e muito. Porque é a partir da Crítica Filosófica das possibilidades de uma determinado tipo de produto que é possível ao fabricante vislumbrar outras aplicações antes insuspeitas.

É a partir da aplicação da habilidade de instabilização de certezas naquilo que a ciência considera como verdades inabaláveis e comprovadas que os filósofos ajudam cientistas a repensar seu trabalho e redirecioná-lo em sentidos antes não imaginados.

E como isto se reflete na Vida Humana Cotidiana?

Vou dar um exemplo prático. Aplicando o Utilitarismo, as Indústrias criaram sistemas operacionais de produção em série que privilegiaram a reprodutibilidade de um determinado produto a tal ponto que pela enorme quantidade deste produto seu preço se tornasse mais barato e compensador. Esta foi a base do Fordismo, uma visão empresarial criada por Henry Ford , nos Estados Unidos e que por muitas décadas dominou a Indústria Americana e mundial, primeiro quanto a automóveis e depois para praticamente tudo que existe. Com o tempo no entanto verificou-se , após análises dos resultados deste procedimento em larga escala, que ele produzia um efeito colateral antes não percebido: a formação de uma quantidade de produtos excedentes, não absorvidos pelo mercado, e que se tornavam um entrave ao fluxo de bens de consumo. Além disto, para que a fábrica trabalhando em regime de linha de produção pudesse funcionar bem, necessitava de grandes estoques de componentes que participariam da elaboração do produto final. Se lembrarmos do exemplo do carro, as fábricas precisariam de vidro para os parabrisas, peças de borracha, parafusos e porcas. Tudo isto em quantidade suficiente para manter a produção, uma produção que, ao gerar excedente de produtos, levava ao acúmulo também de componentes e ocupava o espaço das fábricas. A Análise criteriosa destes problemas , ou seja, o repensar destes procedimentos geraram novas abordagens e o primeiro exemplo a alteração do chamado Fordismo americano para o Toyotismo japonês. E qual é a diferença? Primeiro: ao contrário do Fordismo, no Toyotismo a empresa não produz todas as peças necessárias ao seu produto final, mas transfere a terceiros as diversas partes desta corrente de elementos necessários a fabricação de seu produto. Um fornecedor fica responsável pelos parafusos e porcas, outro pelas peças de borracha, poutros pelo vidro e assim por diante, num processo de pulverização de funções que em primeiro lugar fez desaparecer os enormes estoques que toda a fábrica tinha que ter pata manter a linha de produção. A fábrica deixou de ser o lugar de fabricação do produto para ser o seu local de montagem. As peças são fabricadas de acordo com a demanda da produção, de forma que, como os estoques de cada fornecedor são infinitamente menores do que o de uma grande fábrica imprimiu-se racionalidade ao sistema produtivo.

Não se iludam, o que mudou não foi a tecnologia mas a Filosofia Industrial. A tecnologia, em seguida, adaptou-se a esta mudança filosófica de administrar. Outro exemplo é a Ecologia. A noção filosófica de Qualidade de Vida não surgiu de forma “dada”.

Na verdade, ele surge de uma série de elaborações filosóficas em textos os mais variados, entre eles um texto de Professor David Alan Crocker, Senior Research Scholar, Institute for Philosophy and Public Policy , em 1993, acerca de qualidade de vida e desenvolvimento . No texto em questão ele pergunta “quais as coisas que nos cercam que são de tamanha relevância que, se elas não existissem, não poderíamos considerar um indivíduo como pessoa”.

                                                              David Alan Crocker

Esta pergunta ecoa até hoje. O que nos faz pessoas? São os bens que possuímos nossas casas, nossas roupas, nossos títulos universitários? Ou é a nossa condição humana valorizada, tanto material como psicologicamente, onde podemos não ter tudo que queremos, mas sentimos que somos tratados com a decência que todos merecemos?

Todos dão a mesma resposta. E isto mudou a maneira de ver o mundo. Não começou aí mas com certeza continuou através deste e de muitos outros textos. Aos poucos foi se criando um consenso, através de multiplicadores, como jornais e revistas, televisões em todo o planeta, de que era possível viver melhor e que isto, viver melhor, não se resumia a aspectos eminentemente materiais, mas também a eles.

Junto houve o despertar da consciência ecológica. Em 1866, um cientista alemão chamado Ernst Heinrich Philipp August Haeckel utilizou pela primeira vez a palavra ecologia. Ele era médico e um artista versado em ilustração que se tornaria professor em anatomia comparada, mas só com o advento do Green Peace, organização criada em 1971 no Canadá por imigrantes americanos, Robert Hunter e Patrick Moore, a palavra ganharia o imaginário popular. Entre Haeckel e Hunter passaram-se 105 anos, e a idéia conceito de estudo do meio ambiente passou a ser uma causa política de defesa deste mesmo meio ambiente com a instauração da noção de risco ambiental.


Os co-fundadores do Green Peace, Bob Hunter, à esquerda, e Dr. Patrick Moore

O tema deste ensaio é a importância da filosofia da vida cotidiana e alguns podem argumentar que neste último trecho não se trata de um exemplo desta natureza. Não é bem assim. A história das idéias e da mudança dos conceitos ao longo da história é também a história da Filosofia. Se, no entanto, preferirem uma relação mais clara entre o pensamento e a ação, sugiro dois temas: por exemplo, a popularização do pensamento cartesiano, de Renée Descartes, e do pensamento de Emanuel Kant.

Renée Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 — Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650) foi um filósofo, físico e matemático francês. É considerado o pai da filosofia moderna porque cria a noçãode que é através do pensamento e da razão que se pode perceber o mundo com clareza. Sua frase mais famosa, “Penso, logo existo”.

                                                              Renée Descartes

Configura a essência de um movimento que revolucionaria o mundo a partir do século 16: o racionalismo. É o racionalismo que fundamenta a mudança gradual de um mundo mergulhado em superstições em um mundo ansioso por idéias “claras e distintas”, oriundas do trabalha intelectual. Desde seus textos, toda a Europa se transformou, passo a passo, até que um movimento social em que o racionalismo foi usado como a base para uma das mais importantes mudanças políticas da história da humanidade derrubou a estrutura da nobreza mais luminosa da Europa, o Rei de França, naquela que se tornou a inspiração para movimentos em todo o mundo de republicanização das relações sociais: a revolução francesa. Ressalte-se, para se fazer justiça, a importância do pensamento de Jean Jacques Rousseau, outro importante filósofo francês nos acontecimentos de 5 de maio de 1789 até 9 de novembro de 1799. É de Rousseau a idéia de Liberdade, Igualdade e fraternidade, que se torna o lema dos insurgentes franceses, e depois do movimento maçônico francês. É verdade que “A reavaliação das bases jurídicas do Antigo Regime foi montada à luz do pensamento Iluminista, representado por Voltaire, Diderot, Montesquieu, John Locke, Immanuel Kant etc. Eles forneceram pensamentos para criticar as estruturas políticas e sociais absolutistas e sugeriram a idéia de uma maneira de conduzir liberal burguesa”. Só que não haveria pensamento racional e nem Ceticismo Inglês, como é o caso de Locke, sem o trabalho de Descartes. E embora Rousseau, ao contrário de Descartes, privilegie a emoção e não a razão, é na combinação de ambos que o movimento francês se fundamenta para revolucionar a sociedade. Sem a paixão rousseauniana e a crítica analítica cartesiana, a França não faria a Revolução. Ele é o organizador do pensamento humano com quatro pequenas regras:


  • Verificar se existem evidências reais e indubitáveis acerca do fenômeno ou coisa estudada;
  • Analisar, ou seja, dividir ao máximo as coisas, em suas unidades mais simples e estudar essas coisas mais simples;
  • Sintetizar, ou seja, agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro;
  • Enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento.

Também devemos considerar o trabalho de Immanuel Kant ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de abril de 1724 — Königsberg, 12 de fevereiro de 1804) foi um filósofo prussiano). “Em 1784, no seu ensaio "Uma resposta à questão: o que é o Iluminismo?", Kant visava vários grupos que tinham levado o racionalismo longe de mais: os metafísicos que pretendiam tudo compreender acerca de Deus e da imortalidade; os cientistas que presumiam nos seus resultados a mais profunda e exacta descrição da natureza; os cépticos que diziam que a crença em Deus, na liberdade, e na imortalidade, eram irracionais.

                                                                Immanuel Kant

Kant mantinha-se no entanto optimista, começando por ver na Revolução Francesa uma tentativa de instaurar o domínio da razão e da liberdade. Toda a Europa do Iluminismo contemplava então fascinada os acontecimentos revolucionários em França.” Mas sem dúvida é pela existência de um precedente filosófico com a obra de Renée Descarte que podemos falar em pensamento racional. Assim, um filósofo estabelece as bases para seu sucessor.

Kant leva essa racionalidade e o estudo da própria razão ao seu nível mais elevado, dissecando-lhe as entranhas em um belíssimo trabalho chamado Crítica da Razão Pura, em 1781.

                                                          Frontispício da “Crítica”

Ali ele demonstra que, filosoficamente, é improvável que conseguíssemos perceber as coisas como são se não houvesse um mecanismo intrínseco que se responsabilizasse pela organização destas percepções em conceitos utilizáveis pela inteligência e que este organizador é inato no homem, o que seria comprovado pela neurologia moderna com a frase “não são os olhos ou os ouvidos que enxergam ou ouvem, mas o cérebro”.  Ele criou uma noção e um conceito que além de fundamentar a neurologia moderna, criou também as bases para o que hoje conhecemos pelo nome de informática: a estrutura interna do computador.

                                                             John von Neumann

Pois a própria idéia de um Unidade Central de Processamento (o CPU, em inglês), lhe deve ser tributada. A idéia surgiu por intermédio de um cientista chamado John von Neumann, nascido Margittai Neumann János Lajos (Budapeste, 28 de dezembro de 1903 — Washington, D.C., 8 de fevereiro de 1957) um matemático húngaro de etnia judaica, naturalizado estadunidense. A maioria dos computadores tem uma arquitetura von Neumann. Mas a idéia de um processador central ( a mente) que processasse os programas dentro da própria máquina é kantiana. Até Kant, achava-se que as idéias ou eram captadas prontas. Ele demonstra que não se trata disso, descrevendo que tudo acontece separadamente: Sensação é o estímulo organizado, percepção é a sensação organizada, concepção é a percepção organizada, ciência é o conhecimento organizado, sabedoria é a vida organizada. O computador moderno tem captadores de informações como o cérebro humano tem seus olhos, ouvidos, nariz e dedos. No caso do computador falaremos de teclados, leitores de antigos disquetes, os discos de CD ROM, ou os modernos pen-drive, pelos quais é alimentado. Mas para que esta informação seja decodificada da linguagem binária e transformada em imagens precisamos do trabalho fundamental do CPU, aonde outros programas pré instalados “lerão” as informações e as transformarão em dados organizados para as nossa contemplação, sejam letras ou imagens. É ele que, graças aos programas pré instalados faz a tradução dos impulsos lidos pelos captadores da estrutura do computador pessoal. Da mesma forma que, para Kant, nas palavras de Will Durant “...a mente do homem,( e aqui está a grande tese de Kant) não é uma cera passiva sobre a qual a experiência e as sensações escrevem sua vontade absoluta e caprichosa; nem é um mero nome abstrato para a série ou grupo de estados mentais ; ela é um órgão ativo que molda e coordena as sensações em idéias, um órgão que transforma a multiplicidade caótica da experiência na unidade ordenada do pensamento” o computador também não recebe de forma passiva as informações com as quais o alimentamos mas as organizada maneira a que possam servir ao usuário. Entre a publicação da “Crítica”(1781) e Neumann publicar o "primeiro esboço de um relatório sobre o EDVAC" onde propunha a idéia do CPU (30 de junho de 1945), passaram-se 136 anos.

Esta conexão entre informática e Immanuel Kant, ainda pouco explorada, serve como encerramento a este breve comentário sobre a importância das idéias e dos filósofos sobre a vida do homem comum. O certo é que, embora não saibamos, nossos lábios apenas repetem suas idéias, de um ou de outro, sem lhes atribuir o crédito. O que falamos e as idéias que defendemos só são possíveis porque, dezenas ou centenas ou milhares de anos atrás alguns destes homens criaram conceitos que são a base de nosso modo de vida e da nossa compreensão do mundo. Ergamos uma taça de vinho em homenagem a eles. E jamais nos esqueçamos de sua importância.

Autor: Mário Sergio Sales
http://imaginariodomario.blogspot.com/


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O QUE É ACUPUNTURA??

Acupuntura é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que utiliza agulhar para estimular pontos no corpo. Essas agulhas são de aço inoxidavel e e os pontos apresentam terminações nervosas livres com fibras do tipo A, C e Delta que transmitem os impulsos nervosos até o cérebro retornando as áreas reflexas destes pontos promovendo um efeito trófico.

A MTC tem como base a filosofia da China de 5000 anos atras e teve a sua prática proibida por causar piora dos seus pacientes, na verdade como naquela época não se tinha conhecimento dos microorganismos que causavam inflamações. Com o caos do sistema de saúde, Mao Tse Tung reabilitou a MTC como forma barata de tratar a população. Vale lembrar que a MTC é composta de mais técnicas tais como a dietoterapia, massoterapia, fitoterapia e as técnicas de movimentos que podem ser as artes marciais por ex: Tai Chi, Qi Cong. Lá na China, quando o paciente apresenta alguma doença primeiro ele é atendido pelo um médico de medicina tradicional por 10 a 20 sessões caso não melhore ai ele é encaminhado ao médico convencional.

Na China a MTC é ensinada para os diversos níveis de instrução da área da saúde: para o nível técnico e para os médicos, estes tem que fazer a sua graduação e mais quatro anos de especialização em MTC. A OMS reconhece a MTC como uma técnica de saúde complementar que auxilia os tratamentos da medicina convencional.

Um abraço a todos
Autor: Prof. Carlos Pernambucano
http://profcarlospernambuco.blogspot.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EXTREMISMO RELIGIOSO

Outro dia eu tive uma resposta a um comentário meu sobre um texto a respeito do Egito. Ela dizia que extremismo se combate com liberdade, ou seja, dando mais instrumentos para a chegada da liberdade. Me perguntei, como o povo começou a se revoltar? Simplesmente por falta de uma boa qualidade de vida? Talvez, mas com que referência o povo pode comparar a sua realidade? Uma simples resposta veio em minha mente: INTERNET, essa talvez seja a arma mais pacífica de combate que a sociedade tem para buscar a liberdade, pois igualmente todos podem ter acesso ao conhecimento de seus anseios.

Quando misturamos extremismo religioso com política, nos deparamos com radicais que ao invés de buscar os fatos mais nobres que uma religião pode trazer, vão num desvio de conduta, religiosa e moral que só trazem prejuízos para sociedade em que vivem.

A verdade que tantos anseiam não está na cabeça de alguns homens, está na vida, pois em sua própria natureza é evolutiva, então, aqueles que ainda não perceberam que seus atos são uma expressão de prisão para o povo, há de mais cedo ou mais tarde de ser julgado pela justiça da natureza cósmica que governa o mundo. Porém, para colaborar com o processo evolutivo é necessário que todos tenham em mente que a liberdade deve sem aplicada para essas sociedades que estão se libertando, com serenidade, para ao invés de ser um bem, torna-se em seu início um caos, cuja libertinagem seja inconscientemente entendida como liberdade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

EGITO

Eleve seu pensamento em oração pela PAZ no norte da Africa e em especial no Egito, um dos berços da humanidade.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O SOM OM

Conhecido Pelos místicos como sendo um som sagrado, escrito em Sânscrito, conforme figura ao lado, representa uma pura energia universal, proporcionando equilíbrio, pois desenvolve harmonia entre as polaridades.

Como todo som para sua melhor aplicação deve ter ritmo, melodia e harmonia. Seu efeito individualmente entoado é bom, mas amplificado por um grupo de pessoas tem resultado consideravelmente melhor, inclusive quando ao mesmo tempo essas estão em estado receptivo.

Um exemplo da utilização são os monges tibetanos que adicionam complementos ao som tornando-se um mantra.

Om Mani Padme Hum"... "Om Mani Padme Hum"... "Om Mani Padme Hum"...

Numa tradução literal significa “Salve a jóia no Lótus”. Sua utilização é para o chakra cardíaco.

A bíblia no Evangelho de São João fala a respeito do verbo: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”.

Jorge Adoum em seu livro A Magia do Verbo ou O Poder das Letras, editado pela Editora Pensamento, diz “Todos os corpos são sensíveis às vibrações sonoras e todos têm capacidade para gerá-las e de ser afetados por elas.”

Na edição especial da Revista O Rosacruz nº 269 tem um artigo do FRC H. Spencer Lewis, o qual trata dos sons Aum, OM e Amém. Ele cita: “A pronúncia correta do som tem um efeito imediato pelos canais do som na boca e na cabeça, sobre as glândulas pineal e pituitária e até mesmo sobre a tireóide. Esses efeitos são transmitidos psiquicamente, pelo sistema nervoso simpático, a todos os centros psíquicos e para todos os plexos do corpo humano.”

Na índia o som OM para os Hindus é tão importante e pode ser encontrado em diversos lugares e objetos, mesmo que em símbolo, pois conceitualmente representa a unidade.

Em algumas práticas místicas ele é entoado para proporcionar a unidade em nosso ser físico, emocional e espiritual, desenvolvendo um canal de luz que permite ascender a planos superiores.

Para sentir os efeitos do som OM, sugerimos recolher a um lugar tranqüilo, sentar confortavelmente e fechar os olhos. Após alguns segundos, faça três respirações profundas, inspirando calmamente e expirando suavemente. Então entoe o som OM suavemente três vezes, acompanhado de mais três respirações profundas, não se preocupe com o tom inicialmente, pois com a prática diária irá perceber qual a entonação que trará mais tranqüilidade e seus efeitos sobre seu corpo físico. Pode ser feita sempre que se sentir cansado ou estressado.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ORDEM


O dicionário Aurélio define ORDEM “1. Disposição conveniente dos meios para se obterem os fins. 2. Boa disposição, ordenação. 3. Regra ou lei estabelecida.”

No livro “O interlúdio consciente” escrito por Ralph M. Lewis, FRC, no capítulo de Lei e de Ordem. Ele cita o exemplo da uniformidade e sua contribuição para conceber ordem dos objetos do espaço. Utilizaremos moedas para representar uma de suas idéias sobre a ordem:

1. Uma porção de moedas misturadas, essas, sem uniformidade de cor, valor e tamanho;











2. As moedas já separadas por tamanho. Permitindo um esboço conceitual a respeito da ordem dos objetos no espaço;











3. As moedas já são apresentadas por tamanhos alternados, atribuindo uma ordenação espacial;











4 – A ordenação final das moedas deve ser tão bem definida para o observador, tanto quanto o valor das próprias moedas;











Ordenação e conceito andam juntos. As moedas com o tempo mudam, por perda de valor ou novos valores para facilitar o troco nos estabelecimentos comerciais.

Periodicidade da mudança é quando, mesmo que por um ciclo regular, os objetos são transformados no que diz respeito as suas características físicas.

        “De nada serve modificar-se com austeridades. Mais vale meditar sobre a lei da verdade.”
                                         Yogi Kharishnanda (O Evangélio de Buda)

No livro Alquimia Mental também escrito por Ralph Lewis, ele acrescenta: “Muitas coisas que o homem observa e lhe parecem ter um começo são, na verdade, apenas uma transição de um estado anterior.”

Do plano de idéias para o plano de objetos materiais existem formas (criação mental). Tratá-las com ordenação, permite ao homem entender dentro de uma lógica, a qual poderá ser meramente conceitual.

A ordem está implicita no Caos, mesmo que num cenário caótico há ordem, pois o ciclo evolutivo está ordenando a sua própria experiência. Quando dizemos aconteça o que acontecer que tudo será para nosso próprio bem, é porque uma lei universal está se cumprindo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

DICA DE LEITURA

Uma dica de Leitura é o livro de Roberto Freire cujo título é "SOMA - UMA TERAPIA ANARQUISTA - A ALMA É O CORPO - Volume I. Editora Guanabara.

Segue alguns trechos do livro:

"O seu princípio básico é o da totalidade da pessoa, afirmando que a unidade do ser humano é o ser humano mesmo e por inteiro. Assim, seu conceito de pessoa deriva da percepção e conscientização da unicidade funcional e dinâmica do ser."

"A natureza dessa energia vital deve ser a mesma que produz e mantém o universo em seu equilíbrio dinâmico permanente. Assim, a bioenergia terá de ser entendida como uma manifestação diferenciada da energia do cosmos e do átomo, mas original e fundamentalmente a mesma energia."

Uma boa leitura.

domingo, 2 de janeiro de 2011

DISCURSO DO MÉTODO

Lendo o livro "Discurso do Método - Regras para a Direção do Espírito" de René Descartes, cujo conteúdo é excelente, relaciono abaixo alguns pontos positivo extraído de seus ensinamentos:

  • Criar juízos com firmeza e verdade;
  • Estudar o que podemos alcançar;
  • Não estudar o que os outros pensam ou nós suspeitamos, mas estudar o "novo";
  • Criar uma regra para estudo (método);
  • Estudar as proposições mais simples para então elevar para os graus mais complicados;
  • Para distinguir as mais simples das complicadas basta ordenar, de modo a entender que elas mais, menos ou igualmente afastadas;
  • É preciso observar o movimento contínuo do pensamento.

    Espero que com essas regrinhas todos tenham sucesso.