LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

COISAS DA MENTE

No dia 08.09 tive presente a um fórum de grau da Ordem Rosacruz, apresentado pelo Frater Paulo Roberto no Capítulo Boa Viagem (Jaboatão dos Guararapes – PE). Entre os assuntos tratados, tema de uma monografia da ordem, estavam algumas particularidades da mente, das quais falamos sobre a imaginação. Coincidência a parte, naquele mesmo dia recebi do Frater Reginaldo Leite um e-mail direcionado a mim pelo Frater, médico e Filósofo Mário Sales (SP), que fala exatamente sobre a mente e a evolução do conhecimento. Por sinal, para quem não sabe, Frater significa irmão. Então resolvi exercitar o tema, buscando em alguns autores informações importantes para compreensão mística...

Em seu texto o nosso Frater Mário expõe a evolução dos conceitos filosóficos, quanto ao surgimento do conhecimento, iniciando pela visão extremamente materialista de John Locke (1632-1704), inclusive com uma síntese “a matéria tem de ser o alimento da mente”, pois ele exaltava as sensações. Mas, como dizia Freud (1856-1939): “Nenhum analista vai mais longe do que seus próprios complexos e resistências internas lho permitem”. No caminho, então, apareceu o Bispo George Berkeley (1684-1753) que refletia sobre a formação do conhecimento como derivação das sensações, quando analisou sobre Locke, afirmou, então, que todo o conhecimento era meramente sensação ou de idéias derivada dela.

Partindo do livro As Chaves do Reino Interno de Jorge Adoum, Ed. Pensamento, o autor faz uma colocação: “O conhecedor não conhece as coisas em si... O conhecedor percebe, como se fossem objetos, as imagens refletidas”.

Tarthang Tulku em seu livro Gestos de Equilíbrio, Ed. Pensamento, acrescenta: “Quando a nossa percepção não é suficientemente desenvolvida, os nossos sentidos, muitas vezes, nem se quer registram as impressões recebidas – que se limitam a flutuar e a fugir como letras desenhadas na água móvel.”

Voltando ao livro de Jorge Adoum:

“Quando, algum dia, a consciência, que é conhecimento, identificar e desenvolver o poder de reproduzir em si mesma o externo e só veja o irreal na matéria, desprender-se-á da envoltura material para identificar-se com os seres. Esta é a união com a Unidade, onde a consciência se conhece a si mesma e aos demais unidos a ela; então, identificam-se o Conhecedor, o conhecido e o conhecimento”.

Partindo desse princípio, posso pensar que a mente é uma incógnita ainda a ser explorada, apesar do conhecimento adquirido ao longo das eras, cujos meios ainda estaremos discutindo no decorrer de outros textos, inclusive com o restante do ensaio do Frater Mário Sales, por sinal, estou utilizando um conceito exposto por ele, que é a linha de estudo do pensamento esférico.

Finalizando esse texto deixo a explanação de Helena Blavatsky sobre a mente:

““ mente” é o nome dado à totalidade dos estados de consciência compreendidos sob as denominações do Pensamento, Vontade e Sentimento. Durante o sono profundo, cessa o trabalho da ideação no plano físico e a memória é suspensa; em todo esse tempo, a “mente não existe”, uma vez que o órgão, por cujo intermédio o Ego manifesta a ideação e a memória no plano físico, cessou temporariamente de funcionar.”

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