LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

UMA PASSAGEM PARA O MARTINISMO

Segue uma passagem do livro Quadro Natural - Das Relações Que Existem Entre Deus, o Homem e o Universo, Saint Martin que ele comenta sobre as obras divinas:

“Nada se opõe a que nos atenhamos a essa analogia entre Deus e o homem, uma vez que a reconhecemos nas obras de um e de outro: com efeito, se todas as obras, quer de Deus, quer do homem, são necessariamente precedidas de atos interiores e de faculdades invisíveis, cuja existência não podemos contestar, temos boas razões para crer que, seguindo a mesma lei em suas criações, elas têm a mesma meta e o mesmo objeto”.

Para aqueles que ainda não conhecem o Martinismo, a definição mais utilizada é uma forma de misticismo judaico-cristão. Sua origem remota ao século 18 quando ele era ensinado de forma oral por Martinés Pasqually (1727-1774) aos grupos de estudo, principalmente os francos-maçons. Seus grandes propagadores, entre outros, foi seu contemporâneo Louis-Claude de Saint Martin (1743-1803) e Gérard Encausse, também conhecido como Papus (1865-1916).

Saint Martin explora a relação do Homem para com Deus, propondo a sua reintegração interior, essa foi perdida pelas alterações sofridas pelo cristianismo aos longos dos séculos. Não podemos pensar em Deus nos separando dele. De fato, temos faculdades invisíveis que pouco exploramos e compreendemos, mas do “NADA” elas aparecem quando devidamente estimuladas.

Fernando Monteiro, 17 de setembro de 2010.

3 comentários:

  1. Meu querido Fernando: uma retificação. Saint Martin é contemporâneo, discípulo pessoal e secretário de Martinez, portanto não pode ter participado da reconstituição da obra Martinista, já que ele próprio a Constituiu. Viveu no século XVIII e não no XIX.
    Já Papus, ou Gérard Encausse, este sim, foi um cidadão da virada do século XIX para o séc XX,tendo junto com Chaboseau restaurado a antiga tradição martinista e martinezista, tendo morrido na 1a guerra mundial do séc. XX, ao que sabe, vítima de Tuberculose. Grande abraço. M

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  3. De fato, você tem razão, revendo minhas anotações e manuscritos, primeiro por não ter atentado para as datas e talvez a palavra adequada não seja reconstituido, seja, reformulado. Pois Martinez faleceu em 1774. Havia uma diferença entre a concepção para aplicação do trabalho exclusivamente para a franco-maçonaria como pensava Willermoz e já o Saint Martin queria aplicar aqueles que tinham manifestados boa vontade espiritual. Além, dos manuscritos utilizar o termo reformulado por Papus. No entanto, fiz uma sucinta correção no texto.

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