LIBERDADE DE OPINIÃO

O objetivo desse blog não é criticar negativamente as crenças e conceitos de outrem. É um exercício de reflexão com o mais puro sentimento de liberdade e de amor ao próximo. São textos de um mero estudante descobrindo o universo que vivenciamos.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Telescópio detectará luz de raios cósmicos

A folha de São Paulo através de seu caderno de ciência publicou ontem, dia 19.12.2010, em seu site (www.folha.com) uma reportagem sobre uma pesquisa feita pela Universidade Federal do ABC cujo objetivo é detectar luz de raios cósmicos. Abaixo segue o link da reportagem:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/848092-telescopio-detectara-luz-de-raios-cosmicos.shtml

Esse assunto é tema, inclusive, de pesquisa de muitos estudantes de misticismo. 

sábado, 18 de dezembro de 2010

O NADA QUE É TUDO E QUE É NADA

Revendo alguns textos escritos, tem um que escrevi em setembro chamado “Um universo Cíclico? Parte II” e consta nele um comentário do Frater Leite sobre o NADA, muito interessante e peço que possam rever. Ele fala do Deus escondido que preenche todo o universo, isso se tratando da criação, uma concepção da unidade no sistema binário.

Outro dia tomando um vinho com meu amigo e comprade, que é médico, Dr. Maurício, me fez uma pergunta sobre o que a Maçonaria pensa sobre a antimatéria, relutei em responder, mas disfarcei e disse que não tinha nenhuma informação para responder e de fato não tinha.

Venho fazendo algumas reflexões sobre o tema, tais como se realmente existe a antimatéria ou ela é mero desdobramento da matéria em seu lado oposto, isso se eu considerar que existe um intervalo aberto entre as extremidades dentro do que podemos enxergar aos olhos da ciência. Já que num conceito básico e popular podemos concluir que antimatéria é o oposto da matéria, ou seja, se uma partícula tem carga positiva seu oposto será a mesma partícula com carga negativa. Penso na intensidade das vibrações dessa energia do ponto de vista da gradatividade de um extremo ao outro.

Voltando ao NADA na concepção de uma energia universal que ao mesmo tempo é e não é, diferentemente na nossa concepção tempo-espacial. Dentro de um contexto cabalístico, é o véu da negatividade, então, da antimatéria. Bom isso no pensamento de um mero estudante livre para pensar. Com um detalhe importante, negatividade não quer dizer mal, mas uma representação oposta de uma realidade que vivemos.

O Martinismo, por exemplo, trata a unidade a partir do ser por si próprio para formação a unidade da humanidade, mas isso fazendo parte de uma unidade universal. Isso explica, por exemplo, em acreditar que após a transição (morte do corpo físico) há uma “vida diferente” em outra dimensão, pois existe uma "consciência" que interage com outras dimensões.

Voltando ao NADA ou AIN na cabala, o escritor Helvécio de Resende Urbano Jr. em seu livro “ Maçonaria Simbologia e Kabbala”, publicado pela Editora Madras, traduz bem o AIN “Em razão de sua Transcendência, o Todo possui uma força potencial ilimitada; e, pela mesma razão, o Nada guarda essa força latente. No Todo, o AIN está em todos os lugares e em todos os tempos; no Nada, ele está por fora de todo Espaço e Tempo. No Todo, ele é o centro ou ele é todos os pontos e, portanto, todos os centros incalculáveis; no Nada, ele não pode ser definido nem por Posição me por Direção.”

Somos parte do TODO, então o Nada é tudo e é nada...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

APRENDER COM A VITÓRIA

Frase de Muricy Ramalho, técnico do Fluminense, a respeito do aprendizado, respondendo a uma pergunta de um repórter se ele havia aprendido com os problemas do ano passado quando ele era técnico do Palmeiras e se isso o ajudou no título de Campeão Brasileiro desse ano:

"Gosto de aprender com a vitória e não com a derrota"

Então que essa frase seja motivadora para você consegui seus sonhos...

sábado, 4 de dezembro de 2010

A DOR

Uma homenagem ao Frater e Filósofo Mário Sales

Dor...

É ela está sempre atrelada ao medo! Ao medo por não termos coragem, ao medo por não acreditarmos em superação, não acreditarmos na cura ou não acreditarmos em nós mesmos e ao que nos foi confiado...

Dor...

Que tal ao invés de olharmos o amanhecer preto e branco, nos colocando para enxergar o sol nascer em seu esplendor amarelo, mas se o sol não aparecer, olhar o branquinho das nuvens, mas se a nuvem for cinza, imaginar que por cima delas, como se estivéssemos num avião, há um sol brilhando e quando o vento aumentar elas se vão e o sol irá aparecer.

Mas se isso não for suficiente, que tal escutarmos o "silêncio" da manhã, mas se já não houver silêncio, que tal escutarmos o canto dos pássaros, mas se não houver pássaros, que tal colocar uma música com volume baixo, mas alegre...

E se isso não for suficiente, que tal ir à cozinha, saborear um sorvete. Tudo bem! Mas eu não gosto de sorvete! Que tal um bolo de chocolate, um bombom, um suco, uma maça, sentir o alimento em sua boca, perceber o sabor...

É! O Sabor da vida, pois a dor é momentânea, mesmo que pareça prolongada... Vai passar, mas se for pessoas que não podemos deixar elas, qual o remédio...

Amor, simplesmente amor...

Mas se eu dou amor sempre? E não curou!

É porque a dosagem ainda não terminou...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

GEOGLIFOS

São figuras feitas no chão, normalmente são vistos apenas do alto devido suas grandes dimensões. Os desenhos são de figuras geométricas, animais ou formas humanas. São sistemas organizados, muitas vezes se estende por longas dimensões.

 Os registros arqueológicos mais conhecidos são os do deserto de Nazca no Peru, foram feitos diversos desenhos de grandes proporções.








 
No Brasil temos em algumas regiões como no Acre acredita-se que os povos eram nômades e fazer esses desenhos em floresta deveria ser muito complicado. Eles são datados do século 13. Pesquisadores quando olham a imensidão da floresta amazônica imaginam que deve ter mais escondido.


Esses desenhos aparecem, também, misteriosamente em lavouras, há registros de diversos casos, principalmente na Inglaterra, Austrália e Itália. Algumas pessoas acreditam que são feitos pela própria natureza e outros por seres extraterrestres. A verdade é que ninguém tem uma conclusão para o aparecimento deles.
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TRÊS PASSOS E UM SINAL

Texto direcionado

Quando atravessarmos um portal, cujas colunas entre outras acepções significam estabilidade, os três primeiros passos são importantes, pois eles devemos cadenciar a nossa respiração, estas devem ser profundas a cada passo.

Um sinal de corte separa a mente e o corpo, mostrando um caminho que devemos percorrer pelo silêncio da observação, justiça e glória e só perceberemos isso ao estudar mais na frente à cabala.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

UMA QUEDA?

Analisando dentro do meu nível de conhecimento, a queda, mas precisamente para aqueles que não conhecem a cabala, mas conhecem o tema através do catolicismo, como sendo o pecado original em que comeram a maça no jardim, estou falando precisamente de Adão e Eva, prisioneiros para quê?

Nós somos uma rosa que precisamos desabrochar no centro de uma cruz. Alguns dizem que estamos no meio de uma prisão e necessitamos nos libertar, para vida plena. Talvez isso não fique claro na estória de Jesus, o cristo, que conhecemos e sim na história que não é revelada.

Na verdade, nós não somos prisioneiros, somos seres ainda que não evoluímos, temos que evoluir e perceber o que está além dos nossos sentidos objetivos. Então me deparo com duas observações, se tudo é cíclico? O homem vem de um pingo poderoso ao se desintegrar vai para qual lugar?

COISAS DA MENTE

No dia 08.09 tive presente a um fórum de grau da Ordem Rosacruz, apresentado pelo Frater Paulo Roberto no Capítulo Boa Viagem (Jaboatão dos Guararapes – PE). Entre os assuntos tratados, tema de uma monografia da ordem, estavam algumas particularidades da mente, das quais falamos sobre a imaginação. Coincidência a parte, naquele mesmo dia recebi do Frater Reginaldo Leite um e-mail direcionado a mim pelo Frater, médico e Filósofo Mário Sales (SP), que fala exatamente sobre a mente e a evolução do conhecimento. Por sinal, para quem não sabe, Frater significa irmão. Então resolvi exercitar o tema, buscando em alguns autores informações importantes para compreensão mística...

Em seu texto o nosso Frater Mário expõe a evolução dos conceitos filosóficos, quanto ao surgimento do conhecimento, iniciando pela visão extremamente materialista de John Locke (1632-1704), inclusive com uma síntese “a matéria tem de ser o alimento da mente”, pois ele exaltava as sensações. Mas, como dizia Freud (1856-1939): “Nenhum analista vai mais longe do que seus próprios complexos e resistências internas lho permitem”. No caminho, então, apareceu o Bispo George Berkeley (1684-1753) que refletia sobre a formação do conhecimento como derivação das sensações, quando analisou sobre Locke, afirmou, então, que todo o conhecimento era meramente sensação ou de idéias derivada dela.

Partindo do livro As Chaves do Reino Interno de Jorge Adoum, Ed. Pensamento, o autor faz uma colocação: “O conhecedor não conhece as coisas em si... O conhecedor percebe, como se fossem objetos, as imagens refletidas”.

Tarthang Tulku em seu livro Gestos de Equilíbrio, Ed. Pensamento, acrescenta: “Quando a nossa percepção não é suficientemente desenvolvida, os nossos sentidos, muitas vezes, nem se quer registram as impressões recebidas – que se limitam a flutuar e a fugir como letras desenhadas na água móvel.”

Voltando ao livro de Jorge Adoum:

“Quando, algum dia, a consciência, que é conhecimento, identificar e desenvolver o poder de reproduzir em si mesma o externo e só veja o irreal na matéria, desprender-se-á da envoltura material para identificar-se com os seres. Esta é a união com a Unidade, onde a consciência se conhece a si mesma e aos demais unidos a ela; então, identificam-se o Conhecedor, o conhecido e o conhecimento”.

Partindo desse princípio, posso pensar que a mente é uma incógnita ainda a ser explorada, apesar do conhecimento adquirido ao longo das eras, cujos meios ainda estaremos discutindo no decorrer de outros textos, inclusive com o restante do ensaio do Frater Mário Sales, por sinal, estou utilizando um conceito exposto por ele, que é a linha de estudo do pensamento esférico.

Finalizando esse texto deixo a explanação de Helena Blavatsky sobre a mente:

““ mente” é o nome dado à totalidade dos estados de consciência compreendidos sob as denominações do Pensamento, Vontade e Sentimento. Durante o sono profundo, cessa o trabalho da ideação no plano físico e a memória é suspensa; em todo esse tempo, a “mente não existe”, uma vez que o órgão, por cujo intermédio o Ego manifesta a ideação e a memória no plano físico, cessou temporariamente de funcionar.”

sábado, 23 de outubro de 2010

VOANDO COM MÁRIO QUINTANA

Mário Quintana tinha um olhar simples, mas profundo da vida, suas palavras aparentava uma natural visão mística, segue um pequeno poema para vocês desfrutarem.

POEMINHO DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

domingo, 17 de outubro de 2010

ETERNIDADE - Parte 1

O dicionário Aurélio definiu eternidade como uma qualidade de eterno, cujo significado, é “que não tem princípio e nem fim”. Eternizar é imortalizar.

O Bhagavad-Gītā fala que não existe continuidade para o que não existe e não há interrupção para o existente.

A Bíblia o livro sagrado dos cristãos tem 18 versículos em livros diferentes que falam sobre a eternidade, mas o que chama atenção é a repetição dos termos “de eternidade em eternidade”, por exemplo:

(Daniel 7:18) - Mas os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo o sempre, e de ETERNIDADE em eternidade.

Helena P. Bravatsky comenta em Isis Sem Véu: “Este universo visível de espírito e de matéria, é apenas imagem concreta da abstração ideal; foi construído com base no modelo da primeira IDÉIA divina. Assim, o nosso universo existiu desde a eternidade em estado latente.” Acrescenta ela: “Dado que não existe percepção do tempo na eternidade, qualquer tentativa seria apenas um trabalho inútil.”

Penso... Se no Universo tudo é cíclico, então, tudo é repetitivo, só que com uma roupagem diferente, mas como pode ser eterno se é cíclico? Como compreender a origem se há eternidade?

Fernando Monteiro, 17 de outubro de 2010.

HAARP

Os Rosacruzes estudam, entre outros temas, ao longo dos últimos séculos as ondas eletromagnéticas e sua aplicabilidade cotidiana em benefício da humanidade. 

Fazendo uma breve análise sobre um documentário exibido pelo The History Channel chamado de “Guerra Climática”, o qual levanta a hipótese de utilização de ondas eletromagnéticas para manipulação do clima, entretanto, as autoridades negam. As pesquisas ocorrem através de três centros nos EUA. Além deles existem outros com objetivos comuns, sendo alguns de propriedade União Européia, Inglaterra e Rússia. 

O documentário comenta sobre o projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program) em português Programa de Pesquisa da Aurora Ativa de Alta freqüência. Coordenado pela força aérea e a marinha americana juntamente com a universidade do Alaska. O projeto consiste em uma grande área com antenas poderosas que emitem radiação em direção a ionosfera, isso permite alterações no clima, podendo gerar temporais, protegendo de furacões até manter o clima seco. Há uma linha de especialistas que não estão diretamente ligados aos estudos, mas especulam que o Furacão Katrina pode ter sido causado pela chamada guerra climática. 

O sistema consiste em 180 antenas, com 15 colunas e 12 linhas, transmitindo um sinal em sentido ascendente que é absorvido parcialmente a uma altitude no intervalo de 100 a 350 kilometros dependendo da freqüência que queira estudar.


 

 A atmosfera do planeta Terra compreende da superfície até o espaço camadas dividida em 05 partes, a saber:

• Troposfera;
• Estratosfera;
• Mesosfera;
• Termosfera;
• Exosfera.

A Ionosfera está localizada na Termosfera e é composta basicamente por íons e plasma, nela são refletidas as ondas de rádios até 30 MHZ.

Um ponto interessante é que a Universidade do Alaska recebe recurso de departamentos americanos, entre eles o da Agricultura, Energia, Defesa e a NASA. Segundo a Universidade o objetivo do HAARP é estudar as propriedades físicas e elétricas da ionosfera que podem afetar os sistemas de comunicação e navegação.

O importante é que essas pesquisas possam trazer respostas para grandes questões atmosféricas e possibilitar implantação de programas relacionados à sustentabilidade ambiental. Mas, para que isso aconteça é importante que haja intercâmbio entre as universidades no mundo, isso pode permitir, por exemplo, a diminuição da fome com aplicações agrícolas.

Para finalizar, este texto faz lembrar as histórias das danças sagradas dos indígenas ao redor do fogo para fazer chover... Remetendo a uma reflexão que o conhecimento primitivo tinha algo especial ou um fundo de verdade, pois considerando as energias emitidas pelo poder de seus pensamentos, mesmo que numa escala menor, tinham o intuito, de alguma forma, ionizar as nuvens formadas por aquelas fumaças. Surtindo efeito ou não, o que me deixa curioso é qual a origem desses conhecimentos...

Fernando Monteiro, 17 de outubro de 2010.

domingo, 10 de outubro de 2010

ASTRONOMIA NA ANTIGUIDADE

A tese mais utilizada para explicar os estudos sobre Astronomia na antiguidade é a necessidade de identificar o melhor período para o plantio e colheita de alimentos. Raciocinando de forma um pouco diferente, entendendo que a natureza, naquela época não era destruída da forma que encontramos no mundo atual, sendo mais farta em caça, pesca e árvore, além da quantidade de habitantes na antiguidade não era grande como atualmente.

É importante que a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos aos longos dos anos, de fato, deveriam ser para o benefício da agricultura, até mesmo, porque não existiam indústrias, tais como hoje conhecemos, mas um sistema de agricultura e talvez de manufaturismo muito rudimentar. Os povos antigos tinham conhecimentos muito avançados e até precisos sobre o universo. Então, volto a me perguntar, a agricultura era uma das causas dos estudos... Mas, qual seriam as outras causas?

Fernando Monteiro, 10 de outubro de 2010.

UM RECADO PARA OS CABALISTAS MAÇONS

Prezados cabalistas maçons gostaria que analisassem o Hino Nacional Brasileiro e façam um comparativo com os caminhos cabalísticos. Não precisam me responder nada.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

OLHANDO A TERRA DE JÚPITER

Sem me apegar aos aspectos humanos para a sobrevivência fora da terra, imagino como seria a vida em Júpiter. Criei a pequena estória:

Sou um cidadão Jupitiano, meu nome é Jupetino, hoje aqui vagando um pouco sobre meu planeta. Meu corpo é sutil, mas pareço um fantasma, composto por hidrogênio e hélio. 

Será que tem vida no planeta Terra? Às vezes me pergunto como serão os terráqueos? Será que eles estão me olhando? Lá existem guerras ou existe PAZ? 

 Eu Jupetino vou criar um foguete e voar até a terra, quem sabe não encontro lá um irmão terráqueo parecido comigo? Qual será a reação quando me ver?

Fernando Monteiro, 04 de outubro de 2010.


SE NÃO EXISTISSE A BÍBLIA?

Uma mera reflexão pessoal! Se não existisse a Bíblia como seria a história das religiões? Mesmo sabendo que ela não é o livro dito “sagrado” mais antigo, qual a sua importância para o mundo, principalmente o lado ocidental? De que forma seria a compreensão de Deus sem a influência dela? A busca nata por algo superior proporcionaria novos paradoxos? As pessoas viveriam normalmente? Qual seria a visão do universo sem ela? Me pergunto... Não nos limitamos quando fomos induzidos a acreditar só naquilo que está escrito ali? Seu conteúdo não foi mal interpretado? As leis de Deus encontraríamos dentro de nós?

E se não existisse a Bíblia?...

Fernando Monteiro, 04 de outubro de 2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MAÇONARIA DE MINHA TERRA

Um texto simples para uma homenagem simples... Quando ainda naquela fase que deixava de ser criança para iniciar o caminho da juventude, sentava com meu amigo Tito e outros ao lado da casa dele, no batente da Loja Maçônica de Palmares, aquela que meu avô já fez parte...

Tantos nomes de maçons ilustres para o município, tais como Zé Paulino, Abel, Paulo da Veneza, Romero, Paulo Profeta, Domingos, Tonho da Farmácia, Ivanildo da Excelsior entre outros que eu não lembro agora, mas todos dentro de Ordem Fraternal que eu sempre achei a mais fechada que já pude ver. Não que isso seja ruim, mas que o trabalho em silêncio é aquele que rende mais. Que o Grande Arquiteto do Universo abençoe aqueles que hoje a perpetua. 

Saindo de minha terra natal para ir morar na capital Pernambucana, me deparei com um desejo desde criança de conhecer a maçonaria, assim era como eu dizia... Mas, no momento de nostalgia, hoje, precisamente hoje... Como uma criança alegre que acaba de ganhar um presente, descubro que a primeira Loja Maçônica de Pernambuco é a da minha terra natal...

Fernando Monteiro, 28 de setembro de 2010.

domingo, 26 de setembro de 2010

CRISTIANISMO ZEN

O livro de William Johnston chamado Cristianismo Zen, editado pela Editora Cultrix, foi quem me ajudou a fazer a transição de uma cultura católica para uma visão mais mística da vida. A sabedoria contida nele me permitiu perceber a vida de uma forma diferente.

Segue alguns pontos importantes que pude tirar de seus textos e entender um pouco o Zen:

  • ·         Controle da postura;
  • ·         Controle da respiração;
  • ·         A oração com a ausência de imagem;
  • ·         A renúncia, quando em meditação, dos maus como dos bons pensamentos, como uma forma de educar a mente;
  • ·         Importância de um retiro (Sesshin) para a prática do silêncio;
  • ·         Existência de um líder chamado Roshi Zen de tal forma importante quanto um pastor ou padre católico;
  • ·         Há sempre explanações de orientação espiritual denominada dokusan no Zen, privadas;
  • ·         Há sempre explanações públicas (Teishos); O Zen é um caminho que está presente em todas as religiões;
  • ·         Domínio da arte do diálogo, pois vivemos de relacionamentos;
  • ·         Percepção que Deus desaparece quando estamos unos com ele, pois não existe mais dualismo.

São tantos os conteúdos que podemos destacar do livro, inclusive as analogias que o autor faz em relação aos temas bíblicos. Mas por fim, termino com o Koan como sendo uma paradoxal interrogação que obtemos resposta através da meditação.

Fernando Monteiro, 26 de setembro de 2010.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ADMIRÁVEL GADO NOVO

Analisando e interpretando um trecho da música Admirável Gado Novo composta por Zé Ramalho retrata bem doação que cada ser humano tem que fazer para cumprir a lei do carma, seja individual ou coletivo, durante essa vida no planeta terra.

“Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber...”

A massa representada pelo seres humanos, antes de nascerem já fazem parte e projetam seus futuros. Quando há o sopro do nascimento começa o caminhar... Começa a doação e aqueles que não percebem e não tem ações positivas, só poderão aprender com o sofrimento... Então, o homem colhe aquilo que semeia... É duro quando não queremos enxergar...

Já dizia Freud: “A grande maioria das pessoas só trabalha quando a necessidade a obriga a isso”.

Voltando a música:

“E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer...”

De volta com Freud: “Somos feito de carne, mas temos que viver como se fossemos de ferro.”

A coragem de ser humilde, fraterno e eterno, percebendo que as nossas ações fundamentais permitem a evolução do nosso ser, reduzindo essa “engrenagem” chamada Carma. 

Fernando Monteiro, 21 de setembro de 2010.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

UMA PASSAGEM PARA O MARTINISMO

Segue uma passagem do livro Quadro Natural - Das Relações Que Existem Entre Deus, o Homem e o Universo, Saint Martin que ele comenta sobre as obras divinas:

“Nada se opõe a que nos atenhamos a essa analogia entre Deus e o homem, uma vez que a reconhecemos nas obras de um e de outro: com efeito, se todas as obras, quer de Deus, quer do homem, são necessariamente precedidas de atos interiores e de faculdades invisíveis, cuja existência não podemos contestar, temos boas razões para crer que, seguindo a mesma lei em suas criações, elas têm a mesma meta e o mesmo objeto”.

Para aqueles que ainda não conhecem o Martinismo, a definição mais utilizada é uma forma de misticismo judaico-cristão. Sua origem remota ao século 18 quando ele era ensinado de forma oral por Martinés Pasqually (1727-1774) aos grupos de estudo, principalmente os francos-maçons. Seus grandes propagadores, entre outros, foi seu contemporâneo Louis-Claude de Saint Martin (1743-1803) e Gérard Encausse, também conhecido como Papus (1865-1916).

Saint Martin explora a relação do Homem para com Deus, propondo a sua reintegração interior, essa foi perdida pelas alterações sofridas pelo cristianismo aos longos dos séculos. Não podemos pensar em Deus nos separando dele. De fato, temos faculdades invisíveis que pouco exploramos e compreendemos, mas do “NADA” elas aparecem quando devidamente estimuladas.

Fernando Monteiro, 17 de setembro de 2010.

VERIFICAI SE O TEMPLO ESTÁ DEVIDAMENTE COBERTO

Para que possamos fazer nossas atividades com ordem e disciplina é necessário que o templo esteja devidamente coberto. Mas o que isso significa? Devemos ter as condições internas e externas de utilizarmos nossos instrumentos de trabalho. É propiciar que as energias mais puras estejam, simbolicamente ou não, permanentemente dentro do recinto.

Devemos livrar do recinto os que têm interesses nocivos, expulsar de dentro de nós as falsas concepções, assim como Jesus, o Cristo, fez com os mercadantes e dar um abraço fraterno na verdade.

Dado um conhecimento, esse não é só para nosso aprimoramento intelectual, é imprescindível a aplicabilidade no cotidiano. Quando dizemos que os temas ali tratados devem ficar apenas disponíveis entre os irmãos, é porque o trabalho em silêncio tem mais fluidez fraterna, pois encontra menos objeções, mais atitude altruísta e estimula autodesenvolvimento através da reflexão.

Nosso corpo físico é o nosso templo e também o templo da nossa personalidade-alma, então, cobrir o templo é termos consciência, também, da importância diária de cuidarmos da nossa saúde e da nossa proteção espiritual, dessa forma, exercícios físicos, alimentação adequada, meditação e orações diárias, permite um corpo e mente saudável para servir aos propósitos mais nobres no processo evolutivo da humanidade.

Fernando Monteiro, 17 de setembro de 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

DINASTIAS EGÍPCIAS

A explicação mais conhecida para o surgimento da cultura Egípcia são os nômades que ao se fixarem as margens do Rio Nilo formaram pequenos povoados que eram chamados de nomos, surgidos da união de diversos clãs de famílias, tornando-se principados, que eram regidos por nomarcas. Essas formações se deram pela necessidade de trabalho no cultivo as margens do rio, inclusive, construções, tais como canais e barragens para proteção contra as enchentes.

Podemos denominar DINASTIA como sendo uma série de sucessão de soberanos de uma mesma família ou pessoas aliadas, por diversas gerações, exercendo algum poder ou influência. O Egito foi regido por mais de 30 dinastias com diversos faraós longo de sua história.

O período pré-dinástico é compreendido entre os anos 5.000 e 3.100 antes de Cristo. Nele compreende o desenvolvimento de diversas culturas que antecederam ao grande império Egípcio, as quais tiveram o papel importante na sua formação ao longo do tempo.

Os intervalos das dinastias são classificados da seguinte maneira:

• Época tinita: I e II dinastia;
• Império antigo: da III a XI;
• Império médio: da XI a XVII;
• Império novo: da XVIII a XXV;
• Império baixo: da XXVI a XXXI

O Egito foi um berço de uma avançada cultura e de grande religiosidade que veremos em textos posteriores.

Fernando Monteiro, 12 de setembro de 2010.

LITURGIA CELULAR

O guardião do templo, o qual chamamos de Membrana Plasmática, regula a entrada e saída dos membros, as substâncias.

Adentrando o espaço interno compreendido como Citoplasma, os membros desempenham reações metabólicas vitais para unidade. Os oficiais, tais como RNA e Proteínas caminham através dos Retículos Endoplasmáticos, com a retidão de sua função para auxiliar o trabalho do mestre, o DNA.

As substâncias da célula quando chegam ao fim dos seus trabalhos já perpetuaram a existência e a expansão, finalizando seu ritual com voto de Paz Profunda.

Fernando Monteiro, 12 de setembro de 2010.

TEOLOGIA KARDECISTA - PEQUENAS OBSERVAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte 3

Causa Primária

Partindo do princípio que nada acontece pelo acaso, o Espiritismo Kardecista atribui uma causa primária como sendo uma propriedade da matéria, ou seja, o poder supremo, inteligente, que determina a harmonia do universo. O que a natureza produz não é criação do homem e sim de uma inteligência superior a humanidade.

Segundo o Espiritismo Kardecista, o homem só poderá conhecer a inteligência suprema quando o espírito não estiver mais obscurecido pelas coisas materiais, em outras palavras, retorna a essência e a compreenderá. 

Isso configura mais um sentido Panteísta do Espiritismo. Na verdade, e a medida em que nos aprofundamos nos estudos, nos deparamos com uma forma de misticismo cristão.

Fernando Monteiro, 12 de setembro de 2010.

sábado, 11 de setembro de 2010

NGC300 - GALÁXIA SEMELHANTE À VIA LÁCTEA

Descoberta no século XIX a galáxia espiral NGC300 situada na constelação Escultor tem semelhança com a nossa via láctea. A descoberta foi feita pelo astrônomo escocês James Dunlop.
No dia 09 de setembro foi divulgada uma imagem pelo Observatório Europeu do Sul - ESO, apesar de está situado na Alemanha a imagem foi feita por um dos seus três centros de observação situados no Chile.

Nela consta o buraco negro mais distante e de maior massa encontrado até o momento. Você pode ver a mesma utilizando o software Google Earth, pesquisando-a pela nomeclatura da constelação Escultor e em seguida NGC300 ou simplesmente NGC300. Por ser uma das mais "próximas" e suficientemente brilhante pode ser vista de binóculos.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

EDUCAR

Educar é amar... (Uma homenagem aos meus pais)

Lendo um livro chamado Educação Integrada Rosacruz, muito bom por sinal, editado pela AMORC em 1989, tem uma passagem que define educar de uma forma exemplar:

“Educar é alimentar de um modo construtivo o processo evolutivo natural e cósmico da personalidade. É levar o ser na medida de suas possibilidades a conscientizar a verdade que está no seu interior em razão da vivência do seu potencial.”

Cada ser humano tem o direito de ser educado dentro dos princípios da igualdade. A única diferenciação será a sua capacidade natural de percepção.

Dessa forma educamos nossos familiares, amigos e público em geral quando somos facilitadores do conhecimento, pois como diria J. P. Sartre é a “existência em si”, ou seja, ele existe e um pensamento puro o liberta...

Fernando Monteiro, 08 de setembro de 2010.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TEOLOGIA KARDECISTA - PEQUENAS OBSERVAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte 2

Provas da existência de Deus

O “Livro dos Espíritos” de Alan Kardec estimula a imaginação quando pensamos em Deus, pois comenta sobre ele como sendo uma coisa que não é conhecida, mas é infinito em perfeições e abstrações. Contextualizando sua existência ele informa que verificamos Deus através das obras que não são dos homens, partindo do princípio da causa e efeito, caso contrário é afirmar que o nada pode criar alguma coisa.

Pensando solitariamente sobre o NADA, algumas correntes que compõem o pensamento religioso o colocam como parte integrante de Deus. 

O livro relata o sentimento instintivo do ser humano sobre a existência de um ser superior. Expõe que se esse sentimento não é fruto da cultura (educação), assim poucos os teriam. De fato acreditar num ser superior é uma coisa nata, as crianças sentem isso logo ao nascer com a necessidade de proteção da Mãe e do Pai.

Por fim, o livro explica que dentro das propriedades íntimas da matéria encontra-se a causa primária.

Ao analisarmos com um pouco mais de calma, estando à causa primária dentro da matéria e partindo do princípio físico da teoria da relatividade de Albert Einstein onde a matéria é energia em estado condensado, então configura ai um sentido Panteísta do espiritismo Kardecista, já que sendo o mundo formado por matéria e energia, então, Deus estará em todos os lugares.

Fernando Monteiro, 06 de setembro de 2010.

domingo, 5 de setembro de 2010

A MAÇONARIA SIMBÓLICA - Parte I

Ao longo das eras o símbolo é utilizado para expressar sinteticamente um conceito, além de velar certos conhecimentos. Podem ser naturais ou artificiais, desde as culturas mais primitivas até a atual eles são utilizados, por exemplo, a cruz atrelada à religião cristã, bem como o logotipo de um marca de refrigerante.

A maçonaria no mundo tem seus símbolos próprios e esses são utilizados para repassar , aos iniciados da ordem, conceitos que ao longo da sua história foram sendo guardados e proporcionando que  o conhecimento adquirido permanecesse em sua essência. O modo como seu simbolismo pode aparecer é através de sinal, signo ou símbolo propriamente dito. O modo como ele é observado é de associação, correspondência ou sugestão, permitindo de forma complementar o desenvolvimento moral do ser humano.

Uma razão para utilização do simbolismo era perseguição sectária que ela sofria, sendo associada a conceitos diabólicos, isto completamente ao contrário de sua finalidade original. A maçonaria em sua essência sempre apoiou o desenvolvimento humano, a paz mundial e a liberdade. Todo seu trabalho verdadeiro sempre foi feito em silêncio, pois não é um só maçom que faz, são os maçons, porque são fraternos em entendimento. 

Pois bem, o silêncio faz parte do simbolismo maçônico, pois é através dele que escutamos o nosso mestre interior, ou seja, a voz de nosso coração.

Fernando Monteiro, 05 de setembro de 2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

UM UNIVERSO CÍCLICO? Parte II

A folha de São Paulo (www.folha.com.br) na edição de 02.09.2010 traz uma pequena reportagem sobre o astrofísico britânico Stephen Hawking e a publicação do seu novo livro “The Grand Design”.
Segundo o físico, ele dispensa Deus na origem do universo. Segundo Hawking:

Dado que existe uma lei como a da gravidade, o universo pôde criar-se e se cria a partir do nada. A criação espontânea é a razão por que há algo em lugar do nada, de por que existe o universo e por que existimos. Não é necessário invocar a Deus para acender o pavio e colocar o universo em marcha”.

Acho importante dentro de uma lógica e de uma serenidade os estudos e as discussões sobre o tema, mas quem sou eu para desmentir um famoso físico. Dentro de minhas verdades e na minha simples vida imagino sobre outras coisas relacionadas ao assunto.

O que é o NADA? Numa resposta rudimentar é a ausência de algo. O que é o VÁCUO? É ausência de matéria. O que é o VAZIO? Numa resposta racional e matemática é um subconjunto de um conjunto. Então, me pergunto o nada existe? Se ele existe é parte de algo, não seria de uma consciência cósmica, a qual chamamos de DEUS?

Fernando Monteiro, 04 de setembro de 2010.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

UM UNIVERSO CÍCLICO?


Um universo cíclico dentro de uma natureza eterna. Permite uma acepção de um plano cósmico dentro de outro, coisa não comum, do ponto de vista dos postulados científicos, já que os focos de estudos são as realidades presentes.

A eternidade cósmica é posta em xeque quando algumas teorias sobre a origem do universo é posta em discussão. Um movimento de contração chamado BIG CRUNCH é seguido do movimento de expansão BIG BANG, gerando uma renovação. Concebendo que há um tempo infinito que semeia a vida no universo, como pode existir movimento de contração e expansão?

Ler os livros de Helena Petrovna Bravatsky não é e não será fácil, é um exercício de raciocínio constante e de tremenda concentração. O prazer é o resultado de conhecer conceitos de seus estudos da cosmogênese entre outros. Em seu livro Doutrina Secreta - Volume I ela ressalta a unidade divina, cujo pensamento adormecido (Pralaya) se manifesta (Manvantáricas) regularmente, nela estão todas as respostas para a origem do universo e existência e/ou criação de Deuses. Podemos observar a ciclicidade da manifestação no e do universo.

• Plalaya = Inatividade – Estado do vazio ou nada;
• Manvantara = Atividade – Estado de expansão ou criação;

Com racionalidade espiritual, sem existencialismo de Jean Paul Sartre, a questão de existir ou não existir, me remete uma reflexão sobre uma possibilidade da existência de mais um universo. Lembrando um batimento cardíaco cuja freqüência existe uma faixa adequada para sobrevivência, o microcosmo vive, então, nossa consciência, mesmo após nossa morte, será eterna.

Meras reflexões...

Fernando Monteiro – 02 de setembro de 2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TEOLOGIA KARDECISTA - PEQUENAS OBSERVAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Fazendo um breve estudo sobre o capítulo 1 do “Livro dos Espíritos” de autoria do Allan Kardec, sintetizo minhas observações nas linhas abaixo.

Deus é o principio de tudo, a inteligência suprema, infinita, porém, todas as definições são insuficientes para definir sua amplitude. A origem de Deus não é fruto da cultura humana, a prova de sua existência é o esplendor de suas obras universais.

Apesar de não opinar sobre a origem de Deus, o “Livro dos Espíritos” fundamenta uma característica importante dentro do conceito espírita – Imutabilidade. A imutabilidade é a crença que Deus não muda em sua essência. Se fizermos uma analogia com a eternidade ele sempre é, ou seja, é uma constante.

No “Livro dos Espíritos” o Deus é abolido da característica Panteísta. Existe uma separação conceitual em que Deus é o executor das obras, mas não as obras em si. Assemelha-se da cultura cristã, explicando, em parte, a necessidade do livro “Evangélio Segundo o Espiritismo”.

Num conceito religioso, no processo de re-ligar a origem divina, a importância das obras do espiritismo Kardecista é proporcionar, através da doutrina, ao buscador satisfazer sua necessidade nata de religar com o Deus de sua compreensão, através do auto-desenvolvimento e percepção da “além vida”.

Fernando Monteiro, 01 de setembro de 2010.

domingo, 29 de agosto de 2010

MATÉRIA ESCURA E ENERGIA ESCURA

A HISTÓRIA

Para os antigos filósofos gregos, existia uma força universal chamada de EONS, pois não distinguia entre o mundo invisível e visível, essa estava presente no espaço-tempo, era uma constante, também concebida como eternidade.

Seria essa, também, a face desconhecida da energia ESPÍRITO dentro da concepção dos Rosacruzes (AMORC), ou ainda, dentro desta mesma linha, o NOUS ou ÉTER universal? A energia espírito é composta de quatro características básicas, que são as forças de atração, repulsão, adesão e coesão.
As escolas de mistérios no antigo Egito ensinavam que existia uma força vital geradora chamada de KA que relacionava cada ser com a força universal que anima o Cosmos. Pergunta: Qual a relação entre energia escura ou a matéria escura com a energia KA dos Egípcios?

AS DESCOBERTAS

Historicamente, foi uma grande surpresa para humanidade quando descobriram que o mundo não era quadrado, que a terra era redonda e girava em torno de si e do sol, movimento de rotação e translação. Depois, que o universo não era do tamanho que se pensava, ou seja, não se resumia a via láctea. Mais recentemente, alguns estudos detectaram que a existência de matéria escura, energia escura e uma expansão do universo, sem alteração no tamanho das galáxias, porém, o distanciamento delas. Estima-se que o universo conhecido é composto por 4% de matéria comum, 23% de matéria escura e 73% de energia escura. 

Os astrofísicos têm estudado a composição física do universo e estão se deparando com a falta de mecanismos para medir essa composição, isso se deve ao aumento da capacidade humana de observação do universo através dos grandes telescópicos, mas ainda não integrados os avanços da tecnologia de medição. Talvez isso ocorra por conta de uma quantidade mínima de países que despertaram para a corrida espacial, além dos altos custos de desenvolvimento, não obstante, tem-se notado que há avanços consideráveis.

Para falarmos de energia escura, devemos falar inicialmente de matéria escura, essa foi descoberta através de observação dos raios de luz emitidos pelos corpos celestes. Notou-se que raios eram desviados dos objetos, com as distorções da luz, mapearam-se as formas e locais, nesse momento, os cientistas perguntaram: O que existe no restante do universo? Resposta para a pergunta: Energia escura! Tanto energia escura como a matéria escura não absorvem e nem reflete luz.

Segundo alguns cientistas, cerca de 14 bilhões de anos atrás quando ocorreu o BIG BANG, já existia uma “guerra” entre a matéria escura e energia escura, a primeira apenas consegue interagir gravitacionalmente com a matéria comum, sendo a segunda uma espécie de estrutura universal que mantêm a harmonia, ou melhor, a estabilidade do universo, porém, essa é conhecida como a energia do vácuo, do nada.

Acredita-se que partícula WIMP (Weakly Interacting Massive Particles) compõe a matéria escura a qual estamos comentando, mas, é apenas uma teoria, porque não foi possível ainda detectá-la, inclusive, os ruídos dos raios cósmicos é dificultador para que isso aconteça. Os experimentos são efetuados no subsolo, em grandes profundidades, para diminuir consideravelmente a interferência dos raios cósmicos.
Por ser um enigma intrigante, a matéria escura, perturbou por algum tempo os cientistas quanto aos modelos existentes de como o universo funciona. Há algumas teorias a respeito da matéria escura, dizem que ocasionalmente as partículas se aniquilam, produzindo explosões de raios gama. Outra expõe que ela pode ser responsável por criar os buracos negros, segundo simulações feitas por modelo em computador, com dois tipos conhecidas: quente e fria.

DE VOLTA A HISTÓRIA

Na visão oriental, o vazio ou vácuo está ligado ao “sem forma”, mas, também, ligado a todas as formas. Na filosofia chinesa, a palavra ch’i tem um significado de gás ou éter, conhecido como o sopro vital ou a energia que anima o Cosmos.

O Kuan Tsé afirma que “O Tao do Céu é vazio e sem forma”.

Palavras de Chang Tsai:

“O Grande Vácuo não pode consistir senão em ch’i; este ch’i não pode condensar-se senão para formar todas as coisas; e essas coisas não podem senão dispersar-se de modo a formar (uma vez mais) o Grande Vácuo.”

Diante do exposto, fica uma certeza e pergunta, na antiguidade existia um conhecimento do universo muito aprofundado, mas como isso chegou até os nossos antepassados, sem os recursos de observação e de medição hoje existente?

Fernando Monteiro – 12 de Julho de 2010.

VIDA EXTRATERRESTRE

A humanidade está entrando de vez numa nova era de conhecimento, trata-se da exploração do universo, esta por sua vez permite grandes avanços tecnológicos e a expansão de uma consciência de cósmica.

Os fundamentos científicos têm-se alterados aos longos dos séculos, desde Ptolomeu com a teoria em que a terra era o centro do universo conhecido na época, passando para análise desta teoria Ptolomaica feita por Nicolau Corpénico constatando que a terra não era o centro do nosso sistema planetário e sim o Sol. No século anterior, novos horizontes no campo da física e astrofísica, proporcionados pelos estudos de alguns cientistas, entre eles Albert Einstein, desenvolveram projetos que se desenrolaram nas primeiras viagens espaciais e conseqüentemente a viagem do homem a lua. Mais recentemente verificou-se a existência de uma estrela, um sol, como tamanho de 1 bilhão de vezes maior que o nosso conhecido sol, muito distante em anos-luz. No mês de agosto de 2010 foi anunciada pelos astrônomos a descoberta de um sistema planetário ao redor de uma estrela (HD 10180) com semelhanças ao nosso.

Do ponto de vista religioso, sem desmerecimentos e sem apegos, nota-se que a bíblia sagrada dos cristãos e os seus cinco primeiros livros, base da religião judaica, já fala a respeito da criação do Céu e da Terra no gênesis, apesar do desenrolar literário focado nos acontecimentos terrenos. Atento aos avanços das pesquisas e para não cometer erros do passado, o Vaticano tem um grupo de estudo e um observatório para acompanhar as descobertas dos cientistas, coordenado pelo jesuíta e PhD. José Gabriel Funes. Pois prega, não a existência de um Deus terrestre, mas sim, de um Deus universal.

Observando a natureza em nosso planeta, nos deparamos com uma diversidade de flora e fauna impressionante. Olhando as estrelas numa noite de céu “limpo”, vemos nas constelações uma quantidade incalculável de estrelas a olho nu, imaginemos pelo infinito do cosmos a quantidade que não conseguimos observar nem mesmo com os mais avançados telescópicos.

Sem as empolgações dos ufólogos, sem os questionamentos de Erich Van Daniken que através de seus livros fez analogias sobre a possibilidade da terra ter sido colonizada por seres extraterrestres, no entanto, com muito respeito a todos e as todas as crenças humanas relacionado a tema ora discutido, estamos chegando a um momento em que a sociedade em geral deverá fazer uma reflexão, sem o egoísmo de acreditarmos que somos os únicos filhos do Cosmo. Sem o dito popular de ver para crer, em função das distâncias e os investimentos necessários, decorrendo muito tempo de estudo para buscar as respostas das questões sobre essas diversidades de raças, mas encarando sim, uma possibilidade de não estarmos sós no universo, isso julgo importante para mudança e encarar sem medo esse novo paradigma.

Uma coisa é certa, pode-se haver vida sim, da mesma forma que temos seres inferiores e superiores na natureza terrena, devemos ter seres superiores e inferiores na natureza universal com os mais variados níveis de consciência. Dentro dessa linha deixo meus votos de uma profunda reflexão sobre o tema e o desejo de um mundo mais justo e perfeito, coordenado com os mais puros sentimentos de luz, vida e amor.

Fernando Monteiro – Recife, 24 de agosto de 2010.